Para não falarem que eu sou o warmonger da vez, dois links de paz:
Percentage of Americans who currently support this war: 72%
Percentage of Americans who believe Iraq attacked the World Trade Center: 51%
Percentage of Americans who cannot locate Iraq on a world map: 65%
Estas informações e muito mais no IRAQ-O-METER
WM: Powell presented a strong case against Iraq.
PN: He did?
WM: Yes, he showed satellite pictures of an Al Quaeda poison factory in Iraq.
PN: But didn't that turn out to be a harmless shack in the part of Iraq controlled by the Kurdish opposition?
WM: And a British intelligence report...
PN: Didn't that turn out to be copied from an out-of-date graduate student paper?
WM: And reports of mobile weapons labs...
PN: Weren't those just artistic renderings?
Um excelente diálogo em A WARMONGER EXPLAINS WAR TO A PEACENIK
"Berço da Civilização" my ass: Staff Sergeant Larry Simmons, a Floridian from a marine reconnaissance unit in a foxhole overlooking the bridge, was not impressed by what he saw. "You learn about the Euphrates in geography class, and you get here and you think: 'This is the Euphrates? Looks like a muddy creek to me'." Mais histórias da invasão e do encontro entre as culturas aqui. Muita água vai rolar debaixo dessa ponte ainda, e essa guerra está só começando.
Assunto velho: há algum tempo uma jornalista da Magnet me entrevistou sobre a aquisição da Pyra pelo Google. Me fez duas perguntinhas, eu respondi, mas passou o tempo e nada foi publicado. Então, para não que o esforço não seja em vão, publico aqui as perguntas e as respectivas respostas.
Haverá alguma mudança no Blogger.com.br?
A principio, não teremos nenhuma mudança no Blogger.com.br. As duas operações são administradas completamente em separado, portanto decisões e mudanças no blogger.com não necessariamente afetam o blogger.com.br.
Todo mundo aposta numa indexação melhor dos blogs no Google. Isso valeria apenas para o Blogger.com ou também para os blogs hospedados no Blogger.com.br na sua opinião?
Uma discussão que surgiu nos dias subsequentes à compra do Blogger pelo Google é se os blogs gerados pelo Blogger.com teriam uma relevância maior nos resultados de busca do que blogs gerados por outras ferramentas. A minha opinião é que o Google é uma empresa esperta o suficiente para entender que se ela macular uma vez a credibilidade dos seus resultados de busca aumentando a relevância de um conteúdo proprietário, isso vai ser o começo do fim para ela. O Google entende que os weblogs geram uma grande quantidade de links de alta relevância, e quer uma oportunidade de participar do processo de geração desse conteúdo para entender como indexar a internet de uma maneira melhor. Isso não vai valer só para o Blogger, mas para qualquer ferramenta de geração de weblogs.
Um exemplo muito simples de como os blogs poderiam acelerar as engrenagens do Gloogle é em grandes eventos, como o 11 de setembro. No dia, enquanto todos os blogs comentavam o assunto e linkavam para fontes de informação relevantes, uma busca por "World Trade Center" no Google não retornava nenhum link relevante para a tragédia que estava acontecendo ali, naquele momento. Como o Google ainda não tinha indexado aquilo, era como se não tivesse acontecido. Weblogs podem ter o poder de dizer ao Google o que indexar e quando. E isso, novamente, vale não só para o Blogger mas para qualquer outra ferramenta.
Foi tão horroroso que eu bloqueei. Não me lembro se foi em um dos intervalos do Bom Dia Brasil ou na Bloomberg, tava assistindo uma entrevista qualquer e sou presenteado com um comercial (acho que era do Banco Santos) com aquele toque de realismo, o bancário engravatado começa a falar sobre o novo fundo do banco (a legenda diz "Luiz Fulano de Tal - Funcionário"), um fundo que garante rendimentos espetaculares com a qualidade do banco tal (enquanto ele fala isso ele vai andando pelos modernos escritórios do banco), e o melhor, 100% da taxa de administração do fundo é redirecionada para um associação beneficiente qualquer. No momento em que ele fala isso, ele chega a uma mesa qualquer e abraça uma criança que lá está, um crioulinho sorridente daqueles folclóricos, tipo o Buiú (lembra do Buiú?). A tela se enche de gráficos falando sobre o tal fundo e a associação beneficiente, reforçando o pitch do "funcionário" do banco, mas na transparência, no background, você pode ver o cara acariciando o pobre do menino ao lado de uma outra "funcionária" do banco. Pavoroso e imperdível. Um dos grandes momentos da publicidade financeira no Brasil.
Um grau de separação entre a Domino's e TFP, taí uma associação inusitada.
Thomas Monaghan is an American billionaire who made a fortune from the Domino's Pizza chain. By the time he sold it, he had used the profits to finance and raise an ultra-right politico-religious imperium. (...) Monaghan enjoys a cosy working relationship with the blatantly fascist Tradition, Family & Property, a small but formidable transnational enterprise founded by the late Brazilian Plinio Correa de Oliveira.Leia mais aqui.
A coluna do Diogo Mainardi na Veja dessa semana quase me fez perder o ar de tanto rir. É imperdível.
Quando não confunde seus ouvintes, Lula os desarma com obviedades: "Levanto todo dia de manhã e falo para a Marisa que nós temos que fazer as coisas muito bem pensadas". Seria bastante surpreendente se ele dissesse a Marisa que, naquele dia, só pretendia cometer barbaridades irrefletidas. Lula também dispõe de fórmulas simples que podem ser empregadas em todas as circunstâncias, como "O povo está precisando de feijão com arroz e não de guerra". Daria para substituir "guerra" por "inflação", ou "juros altos", ou "vôlei de praia", ou "cotonetes", e a afirmação permaneceria irrefutável.Leia aqui um pouco mais sobre este efeito colateral do Lulinha Paz e Amor.

DOVE OR HAWK?
Interessante como as pessoas nos cobram posições. Já ouvi a pergunta "você é contra ou a favor da guerra?" umas trinta vezes desde anteontem, normalmente feita por alguém que se diz "contra a guerra". Eu respondia, invariavelmente, "não sei". Primeiro, me assombra como as pessoas conseguem tomar posições tão claras contra ou a favor de algo tão complexo quanto esta intervenção no Iraq. Erram os dois lados - erram os "falcões", personificados por George Bush e seu discurso fundamentalista "ou você está conosco ou contra nós"; e erram as "pombas", personificados por um lado, pelos manifestantes anônimos tomando as ruas das capitais ocidentais para protestar contra seus próprio governos (direito que, note-se, não se estende aos iraquianos sob o atual regime), e por outro lado, por líderes como Jacques Chirac, que abusa de seu direito de veto estando claramente em defesa de interesses comerciais franceses em primeiro lugar, usando "as vidas de civis iraquianos" como escudo moral.
Aliás, pobre dos civis iraquianos. Suas vidas e direitos justificam tudo tanto para as pombas quanto para os falcões, mas até agora ninguém ouviu a opinião de nem um deles. Aliás, minto, ouvimos: entrevistas transmitidas pela TV estatal iraquiana (declarações totalmente descartáveis) e opiniões de iraquianos residentes em Londres há vários anos (que tem uma visão dos fatos tão válida quanto a minha ou a sua).
Mas desde ontem o cenário mudou, e agora não é mais brincadeira - saímos do reino das palavras, e somos transportados para a brutalidade do mundo real. Independente da vontade do UNSC, e apoiado pela Inglaterra mais alguns países, os americanos cumpriram seu ultimato e avançam em direção a Bagdá com uma "muralha de aço". As discussões sobre a validade da guerra começam a perder o sentido agora - coisa que tristemente constatamos vendo o nosso presidente fazendo papel de palhaço em relações internacionais. Mais uma vez.
A hora de tentar evitar o conflito era até anteontem. Findo o ultimato, e com mísseis cruise aterrisando em Bagdá com a clara intenção de assassinar Saddam e decapitar o regime, o curso de ação é outro, quer você seja um falcão ou uma pomba: vigilância e apoio a medidas que removam o regime sanguinário de Saddam do poder e rejeição de atitudes que mostrem que a coalisão deseja ocupar o Iraque por interesse próprio.
Essa guerra foi um desastre de relações internacionais, principalmente devido à imperícia (ou falta de desejo) de George W. Bush para conduzir esse tipo de discussão. Discussão ou não, as tropas estão no deserto, e o objetivo está definido. O deadline para lutar pela paz passou. O problema agora é outro.
Eu já estive dos dois lados dessa balança mais de uma vez nesse último ano. Hoje, não consigo ver as coisas assim com tanta simplicidade. Os falcões deram um show de intolerância ao mundo, partindo para a porrada sem diálogo, e as pombas mandaram sistematicamente todo o tipo de mensagens erradas para Saddam Hussein. Quando ninguém se entende, quem pode faz. E foi o que aconteceu. Agora, só resta torcer por uma rápida campanha com o mínimo de baixas possível e pelo fim da ditadura de Saddam Hussein. Posto isso, voltamos para a mesa, para discutir o passo seguinte. Espero que dessa vez pombas e falcões saibam articular suas idéias com um pouco mais de profundidade do que vimos antes do início dessa guerra.
Frase do Dia: "You know the world is going crazy when the best rapper is a white guy, the best golfer is a black guy, and Germany doesn't want to go to war."
Iraq latest: At-a-glance e Reporters' Log: At war in Iraq: weblogs acompanhando o conflito, by BBC News.
Update: Ronaldo manda avisar que os links acima mudam diariamente. Para acessar os blogs do dia, acesse a página principal da cobertura e clique em "At-a-glance" ou "War Diaries". Talvez a galera da BBC tenha começado a entender de weblogs, mas ainda não se ligou nas vantagens das URLs permanentes. Na verdade, sou capaz de apostar um dólar que eles estão presos a um sistema de gerenciamento de conteúdo que não permite essa flexibilidade. Os desenvolvedores de CMS são historicamente clueless quando se trata de geração de URLs claras, consistentes, mnemônicas e, em última instância, usáveis. Wake up, people - a URL é um elemento de interface.
O Tenente Coronel Tim Collins do exército inglês faz um discurso para suas tropas na fronteira do Kuwait:
We are entering Iraq to free a people and the only flag which will be flown in that ancient land is their own. Show respect for them. (...) If you are ferocious in battle remember to be magnanimous in victory.
As for the others I expect you to rock their world. Wipe them out if that is what they choose. But if you are ferocious in battle remember to be magnanimous in victory. (...) Iraq is steeped in history. It is the site of the Garden of Eden, of the Great Flood and the birthplace of Abraham. Tread lightly there.
You will see things that no man could pay to see and you will have to go a long way to find a more decent, generous and upright people than the Iraqis. You will be embarrassed by their hospitality even though they have nothing.
Don't treat them as refugees for they are in their own country. Their children will be poor, in years to come they will know that the light of liberation in their lives was brought by you.
If there are casualties of war then remember that when they woke up and got dressed in the morning they did not plan to die this day. Allow them dignity in death. Bury them properly and mark their graves.
It is my foremost intention to bring every single one of you out alive but there may be people among us who will not see the end of this campaign. We will put them in their sleeping bags and send them back. There will be no time for sorrow.
The enemy should be in no doubt that we are his nemesis and that we are bringing about his rightful destruction.
There are many regional commanders who have stains on their souls and they are stoking the fires of hell for Saddam. He and his forces will be destroyed by this coalition for what they have done. As they die they will know their deeds have brought them to this place. Show them no pity.
It is a big step to take another human life. It is not to be done lightly. I know of men who have taken life needlessly in other conflicts, I can assure you they live with the mark of Cain upon them.
If someone surrenders to you then remember they have that right in international law and ensure that one day they go home to their family. The ones who wish to fight, well, we aim to please.
Ultimato, nos velhos tempos, significava ultimato. Hoje em dia fica essa viadagem aí.
"It was to spare the Japanese people from utter destruction that the ultimatum of July 26 was issued at Potsdam. Their leaders promptly rejected that ultimatum. If they do not now accept our terms they may expect a rain of ruin from the air, the like of which has never been seen on this earth." -- Presidente Truman, 6 de Agosto de 1945, horas depois do ataque nuclear a Hiroshima. [Leia mais]
Deu no Slashdot:
10 Years of the World Wide WebParabéns web, valeu TBL!
NCSA Mosaic was first released ten years ago today (oh, I guess you could mark time from the 1.0 release, but who's counting), marking the first milestone in the evolution of the graphical World Wide Web. HTTP was originally developed between 1989-1991, but didn't take off until there was a useful browser which could display inline images. You can still download old versions of Mosaic from browsers.evolt.org. So, all you folks who think you have a real handle on technological progress: what will information-access-over-electronic-networks look like in 2013?
Bunny Lebowski: I'll suck your cock for a thousand dollars.
Brandt: Ah hahahahaha! Wonderful woman. We're all, we're all very fond of her. Very free-spirited.
Bunny Lebowski: Brandt can't watch, though, or he has to pay a hundred.
Brandt: Ah haha. That's marvelous.
The Dude: Uh, I'm just gonna go find a cash machine.
Eu gostaria de me chamar Jesus. Eu ira me referir a mim mesmo na terceira pessoa o tempo todo, ia ser do caralho. Neguinho ia endoidar comigo.
Frase do Dia: "The whole problem with the world is that fools and fanatics are always so certain of themselves, and wiser people so full of doubts." -- Bertrand Russell

[via Pineal Masturbation]
Momento de Sabedoria da Segunda
I hold the following to be the "equation of life":
W=UH
Where W=wrongness, U=ugliness, and H=hardness. In English this equation means:
"if something is ugly or hard, it is wrong"
Bush Offers Taxpayers Another $300 If We Go To War "I'll tell you what," Bush added. "Just because I'm feeling generous, I'll throw in another $20 per dependent if we invade by the end of next week."
A busca por um restaurante chinês decente aqui no Rio de Janeiro acabou. Encontrei o Chon-Kou (ou Chon-Hwa, ou Sushi Atlântico, dependendo de qual placa você ler) em Copacabana, na Av. Atlântica a uns dois quarteirões do forte. Estava tomando coragem para ir lá há meses (temia que fosse uma armadilha para turistas), e não me arrependi. Na verdade, cinco segundos após chegar no restaurante, ao perceber que éramos praticamente os únicos ocidentais no lugar (as mesas estavam tomadas por famílias chinesas), eu sabia que tinha acertado na lata.
Uma variação da regra universal dos restaurantes de beira-de-estrada (sempre pare naquele que tiver o maior número de caminhoneiros para encontrar a melhor relação custo-benefício na sua refeição) também vale para os restaurantes chineses: procure o restaurante com orientais dos dois lados do balcão.
Let's Fucking Roll Already Andre Torrez dá uma nova visão ao novo lema da middle america pós-11/9 , Let's Roll!
I'm here NOW and I want to ROLL. Why isn't this thing rolling? I am going to sue whoever is responsible for this thing not rolling. That's right. Fifty-million fucking dollars. What's the matter with you? Don't you speak English? I said "PRONTO!"