Blogroll: Xblog | Scripting News | Metafilter | Gizmodo | Fleshbot | Evhead | Nick Denton | Kottke | Megnut | Girls are Pretty | Ponto Flutuante | Amarar | Polzonoff | Chapa Quente | Rafa | Feira Moderna | Newtonfo! | Telescópica | Terceira Base | Márcio Tristão | Mango Chutney | Something Stupid | Canjicas | Adamastor | 5vs1 | FDR | Na Cara do Gol | Epinion | Alexandre Soares Silva | Tales of a Gringo | Enfant | Baxt | 168 Horas | Referente



Google
Web
Rawsocket.org
  


Sábado, Maio 31, 2003



GET READY FOR CNN GLOBAL MILITARY INTERVENTION
Uma obra de ficção... ou não.

O ano é 2004, estamos na recém-inaugurada sede da AOL Time Warner, um moderníssimo edifício no Columbus Circle, em Manhattan. É uma manhã gelada de inverno, um frio cortante com wind chills vindos do Hudson.

"Parou de nevar esta semana, mas se o tempo continuar assim, vamos bater um novo recorde de polegadas este ano.", diz Richard Parsons, CEO da AOL Time Warner, parado em frente às imensas janelas do Main Executive Conference Room. O pequeno grupo de puxa-sacos ao redor dele concorda e todos continuam quietos, amaldiçoando silêncio constrangedor, observando o Central Park ainda morto àquela hora da manhã.

As portas se abrem e um pequeno grupo de homens de terno invade a sala. À frente deles, o Chief News Executive da CNN, Eason Jordan, cumprimenta os presentes e pede desculpas pelo atraso.

"Mr. Parsons, senhores, desculpem-nos o atraso. Tivemos um vôo um pouco turbulento de Atlanta para cá. Nosso Gulfstream não é mais a jovem senhorita que já foi um dia..."

A piadinha causa algumas risadas sem-graça, abruptamente cortadas por Parsons:

"Ora, Eason, sempre temos a opção dos vôos de carreira."

Seguem-se dois segundos de silêncio constrangedor, interrompidos pelo próprio Parsons:

"Vamos começar logo. Sentem-se todos."

Todos se ajeitam ao redor da grande mesa de conferências, enquanto a equipe da CNN ajeita o material da apresentação. Em alguns minutos tudo está pronto, Jordan limpa a garganta e começa.

"Senhores, estamos aqui para testemunhar o começo de uma nova era do telejornalismo. Vamos fazer um breve retrospecto do que nos trouxe até esta sala, nesta manhã."

Jordan saca de um laser pointer e mira no gráfico exibido no cavalete.

"Todos nós sentimos na pele a crise do mercado nos últimos três anos. Todos nós nos lembramos amargamente de cada grande anunciante que desapareceu para não retornar. Todos nós tememos pelo futuro desta companhia, e, porque não, pelos nossos empregos. Esta curva descendente..."

Jordan ilumina a curva que mostra a queda progressiva de receita em 2001, 2002 e 2003.

"...é a prova viva de que estamos caminhando inexoravelmente para um dos maiores desafios estratégicos que esta companhia já enfrentou desde sua fundação. Mas no segundo quarter de 2003..."

Jordan aponta uma forte retomada de receita no segundo trimestre de 2003.

"...algo mudou. Nós sabemos o que é. Nós esperamos por isso e secretamente desejamos isso. Nós trabalhamos nos bastidores para fazer disto uma realidade."

Jordan sinaliza para um rapaz postado ao lado de um projetor. Cenas da cobertura da Guerra do Iraque começam a ser projetadas na tela branca.

"A guerra mudou tudo. Como nós sabíamos que assim seria. Os anunciantes voltaram. A audiência disparou, novos contratos e fontes de receita que nem imaginávamos surgiram do nada. Nós sabíamos disso, só não ousávamos dizer. Não ousávamos assumir o impacto positivo do conflito militar em nosso negócio, apesar de ansiar secretamente pelos frutos que ele geraria."

Jordan mostra um estabilização e leve queda no final de 2003.

"Mas não será assim para sempre. A guerra passou. Voltamos ao campo da diplomacia e da guerra secreta, onde não temos acesso por questões de 'segurança nacional' ou qualquer outro termo que se queira usar. E vamos amargar a mesma queda, vamos amargar o retorno aos mesmos patamares de mediocridade, na não ser que tomemos uma decisão de negócio crucial, aqui e agora.

"E essa decisão começa com um reconhecimento. O reconhecimento de que esta companhia é uma máquina que se alimenta da guerra e da destruição. O reconhecimento de que a guerra é a maior geradora de demanda pelos nossos serviços. Que somos uma entidade que só tem propósito de existir em 'tempos interessantes'"

Cessam as imagens de guerra no Iraque.

"Mas não temos conflitos em quantidade. Não temos um fluxo constante de material que manterá nossa audiência em um patamar de excelência. Não temos guerra o tempo todo, em todo o lugar."

Aponta novamente a depressão de 2001 e 2002 na curva de receita e audiência.

"E esse gráfico mostra que não podemos nos dar ao luxo de esperar."

Jordan remove o gráfico do cavalete e coloca uma outra prancha. A prancha contêm a marca da CNN, com os dizeress "GLOBAL MILITARY INTERVENTION".

"Só porque não há conflito, não quer dizer que não haja necessidade de conflito. Estamos em 2004, mas havia uma necessidade não suprida de conflito no Iraque desde 91. O mesmo pode se dizer dos Bálcãs, do Kosovo, da Chechênia, da Coréia do Norte, de Cuba, de Chipre, de Taiwan, da Colômbia e de quase toda a África."

O projetor mostra um mapa-múndi com todas estas áreas destacadas em vermelho.

"As Nações Unidas já se mostraram mais que ineficientes na administração destas áreas `quentes`. As potências militares já mostraram que só agem quando lhes é conveniente, com objetivos normalmente escusos e cheias de segundas intenções. Mas estes conflitos, estas áreas de pressão, estas confusas áreas geopolíticas não vão esperar. Alguém deve ir ate lá, e desatar belicamente todos estes nós. E quando isto acontecer, nossas câmeras estarão lá, registrando cada segundo."

O projetor começa a mostrar vários vídeos de conflitos no mundo inteiro.

"Só que, como já disse, não temos tempo para esperar os caminhos normais. Então é chegada a hora de tomar as rédeas da guerra. E é aí onde entra a CNN GLOBAL MILITARY INTERVENTION."

Jordan toma um gole de água e vasculha a platéia. Todos escutam atentos. O conceito está vendido.

"Somos uma das organizações internacionais de maior alcance global, comparável ao da Cruz Vermelha. Em questão de horas podemos colocar uma equipe de câmeras, jornalistas e editores em qualquer lugar do planeta, com equipamento completo. Está na hora de extrapolar este conceito."

Parsons se remexe na cadeira. Todos já podem imaginar o que vem por aí, e pela cara de expectativa, estão adorando.

"Uma força militar regular, de ataque, focada em pequenas missões de controle de território e missões especiais de infiltração e reconhecimento. Uma força com ramificações de infantaria, artilharia, cavalaria, marinha, força aérea e forças especiais. Uma força que seja capaz de solucionar conflitos armados, registrando todos os acontecimentos, gerando conteúdo de alta qualidade para nossa audiência. A guerra nua e crua, como nunca foi vista, nunca.

"Os recursos humanos estão aí disponíveis. Soldados e oficiais da reserva do exército americano, ex-combatentes soviéticos e do leste europeu, ex-legionários franceses, pelotões inteiros dispostos a trabalhar pelo melhor preço.

"Exércitos regulares inteiros colocados por acidentes do destino em situações irregulares. Milícias. Todos eles disponíveis para nossa contratação. O modus operandi não pode ser mais simples - fazemos o recrutamento, selecionamos o pessoal e montamos as equipes. Quando prontos, infiltramos o grupo na área de conflito escolhida, equipados para a batalha e para o broadcast via satélite e temos uma unidade geradora de conteúdo de alta qualidade para o nosso público, durante toda a duração do conflito. Resolvemos o problema, desatamos o nó, abrimos caminho para as entidades humanitárias de direito, e saímos de lá com um registro histórico.

"Não podemos esperar pela guerra. Não podemos contar com o pragmatismo das democracias e nem com a velocidade das ditaduras. A guerra deve ser nossa propriedade. Isso, e só isso vai garantir que estes resultados de 2001 e 2002 não se tornem a regra ao invés da exceção que deveriam ser. E isso vai garantir que estes resultados do segundo trimestre de 2003 se tornem a regra.

"A partir de agora, também seremos uma força militar internacional, com legitimidade e autoridade de impedir, participar, resolver e divulgar conflitos armados, em qualquer lugar do globo."

Silêncio sepulcral. Parsons está debruçado sobre a mesa, massageando as têmporas. Todos tentam decifrar se é algo positivo ou negativo.

"Tudo bem," diz Parsons, "quando começamos? Amanhã?"

Jordan sorriu. A venda está feita.

"Amanhã não. Começamos agora."

A audiência irrompe em aplausos.

Sexta-feira, Maio 30, 2003

The Italian Job, the original

E navegando navegando, eu descubro que estão lançando uma refilmagem de "The Italian Job", um dos meu filmes favoritos. Até aí tudo bem, refilmagem não é garantia de má qualidade. Só que o filme original, onde ladrões ingleses causavam um engarrafamento histórico em Turim para conseguir roubar um carro-forte carregado de linguotes de ouro, tinha este componente fantástico - os ladrões estrangeiros na Itália.

A refilmagem, porém, é passada em Los Angeles. Nem precisa falar nada: não vi e não gostei. Mas não importa, porque não vao conseguir me tirar a melhor frase de final de filme da história:

"Hang on lads, I've got a great idea."

Um clássico. Se você não viu, dê seu jeito.

Bit de informação que talvez você não conheça do dia:

e.g. abr. Do latim exempli gratia ("por exemplo")

Por incrível que pareça, não existe a letra de Human Fly disponível na internet. Acho que vou ter que transcrever e dar isso de volta para a comunidade. Por outro lado, foda-se.

Quinta-feira, Maio 29, 2003

Ontem doutrinei mais uma pobre alma no evangelho do Bombay Sapphire. E o mundo se torna um lugar melhor, uma pessoa por vez.

Belíssimos backgrounds, para quem já achava que não dava para ter bom gosto quando o assunto é background.

Terça-feira, Maio 27, 2003

Blog do Olavo de Carvalho: Para aqueles que acham que eu sou de extrema-direita, um pouco de perspectiva.

Sexta-feira, Maio 23, 2003

Idéia para um filme surgida na hora do almoço, no Bar Luiz: A biografia de Fernando Collor, da infância ao impeachment, com um pouco de histórico da família Collor e do patriarca do clã, Arnon de Mello. Conta a história passo a passo dessa figura crucial para a história brasileira moderna e seu trajeto como prefeito biônico de Maceió, deputado federal por Alagoas, governador e presidente da república aos 40 anos de idade (o mais jovem da história das Américas), e como tudo degringolou em um dos maiores mares de podridão política da história. Fazer um longa-metragem do caralho, sem aquelas babaquices de "alegoria histórica" que temos mania aqui no Brasil (vide "Carlota Joaquina" e similares), mas sim um filme com ênfase no realismo, aquele clima tenso constante no estilo do "O Informante" e o political-savviness de um filme como "Conspiração". Um filme que disseca a essência do poder do Planalto Central e o que as pessoas fazem para chegar até lá. Tenho o roteiro na cabeça já - é um sure-shot blockbuster. Na verdade, mau negócio fazer esse filme no Brasil. Isso é material para Hollywood, e já tenho o ator perfeito para fazer o papel do ex-presidente...

Quinta-feira, Maio 22, 2003

Personality type: Clueless - You don't go to Starbucks much; when you do you just tag along with other people since you have nothing better to do. You would like to order a Tazo Chai Crème but don't know how to pronounce it. Most people who drink Venti Hot Chocolate are strippers.

Tudo isso e muito mais no Oracle of Starbucks.

P.S.: Quando eu crescer eu quero criar um produto tão montruosamente ubíquo que seja capaz de gerar, espontaneamente, pequenas mitologias ao seu redor. Isso é que é do caralho.

Quarta-feira, Maio 21, 2003



Eu nao como mais. Durmo três horas por noite. Eu sei que to chegando atrasado na história, mas GTA Vice City dominou minha vida por completo. Eu jogo essa porra o tempo inteiro, com intervalos para trabalhar e jogar State of Emergency. E quando nao estou jogando, tem um processo constante no meu background elocubrando estratégias malignas de ganhar dinheiro, matar muita gente ou os dois. Somebody help. Please.

Dois momentos quase-místicos induzidos por música que rolaram hoje:

Por volta de dez da manhã, pé no fundo no Aterro do Flamengo, ouvindo "The Grid" do Phillip Glass.

Há uns cinco minutos atrás, sentado com a bunda na cadeira, ouvindo a música abaixo.

No Feelings -- Sex Pistols

Seen you in the mirror when the story began and
I fell in love with you I love yer mortal sin
Your brains are locked away but I love your company
I only ever leave you when you got no money
I got no emotions for anybody else you better understand
I'm in love with myself myself
my beautiful self

No feelings no feelings for anybody else

Terça-feira, Maio 20, 2003

Hey now, if your baby leaves you,
and you got a tale to tell
Just take a walk down lonely street
to Heartbreak Hotel

Frase do Dia: "Monogamy may have arisen as a means for poor and unattractive men to ensure that they have access to wives." -- Gary Becker

Segunda-feira, Maio 19, 2003

DA SÉRIE: CHUMBO TROCADO NÃO DÓI

FH diz que reformas não são novidade e Brasil precisa de agenda nova O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu hoje uma agenda nova para o país, mas alertou que a novidade não é fazer reformas. As reformas, segundo ele, já começaram durante sua gestão. O maior desafio do Brasil neste momento, segundo ele, é combater a violência interna, a "bandidagem e as drogas".

As Google Goes, So Goes the Nation "The Web is a tool that enables people who have a life to benefit from the efforts of those who don't." - É, sem sombra de dúvida, a frase do dia.

Sexta-feira, Maio 16, 2003

Aí, acabo de montar o plano B. Se tudo o mais falhar, vou montar minha banda de cover do Led Zeppelin, o Fat Zeppelin. Vou ter o mesmo approach com Led que o Extreme Elvis teve com o rei. Vai fazer um sucesso do caralho.

-.-. --- -. -. . -.-. - .. -. --. / .--. . --- .--. .-.. .

Sabe que porra é essa? É "CONNECTING PEOPLE" (não por acaso, o slogan da Nokia) em código morse. É a mensagem secreta que está no ringtone "Crescent" para mensagens de texto no Nokia 6510. Não sei em outros aparelhos. Como que eu descobri? Matando meia hora de trabalho e com a ajuda do Morse Code Translator.

A Future Worth Fighting For "Is now a good time to bring up the fact that a line spoken by Morpheus to Neo in the first film -- "Welcome to the desert of the real," which itself draws on a trademark Baudrillard phrase -- was borrowed by Slovenian philosopher Slavoj Zizek for the title of a brilliant, troubling essay about Sept. 11 and its aftermath? And the fact that, in the scene where Morpheus speaks the line, as he shows Neo the all-too-real ruins of 21st century civilization, destroyed in the losing war against the machines, the burned-out hulks of the twin towers are clearly visible in the background? There is no spoon." Um excelente review do Matrix Reloaded (que eu ainda não assisti). Devo confessar que estou meio receoso com o filme, que pode incorrer em dois sérios pecados - primeiro, não evoluir a estética (a estética - roupas de couro, óculos escuros, designer suits - do primeiro filme de quatro anos atrás já está bastante velha e datada) e segundo, levar-se a sério demais. Não fraquejando aí, será um filmaço.

Quarta-feira, Maio 14, 2003

Tem coisas - pum! - que só a internet russa traz pra você.

O Guru da Visual Narrative Edward Tufte lança um livreto eletronico de 24 paginas sobre como melhorar sua apresentacao Powerpoint. Sete doletas. Fiquei tentado.

In corporate and government bureaucracies, the standard method for making a presentation is to talk about a list of points organized onto slides projected up on the wall. For many years, overhead projectors lit up transparencies, and slide projectors showed high-resolution 35mm slides. Now "slideware" computer programs for presentations are nearly everywhere. Early in the 21st century, several hundred million copies of Microsoft PowerPoint were turning out trillions of slides each year.

Alas, slideware often reduces the analytical quality of presentations. In particular, the popular PowerPoint templates (ready-made designs) usually weaken verbal and spatial reasoning, and almost always corrupt statistical analysis. What is the problem with PowerPoint? And how can we improve our presentations?

Terça-feira, Maio 13, 2003



Deu no Smart Mobs, o blog do Howard Rheingold:

When I visited Brazil last Fall, I was surprised to learn about blah, a texting-based virtual community that was almost entirely about flirting. However, the smart-mobby group-forming implications don't stop there. This press release announces the availability of the blah! services in North America via Verizon.

FAZENDO O BEM, VENDO A QUEM - PARTE II

Sobre o post abaixo, respondendo aos comentários: "Pouco importa quem", você foi o campeão (ou a campeã)! Seguindo o excelente conselho dado pelo Maratimba de investir em BH, mais o toque do Boris de priorizar crianças e velhos para não correr o risco de subsidiar a vagabundagem alheia, o Caminhos para Jesus, sugerido por "pouco importa quem" vai ser o agraciado.

E Ceió, o Instituto Daniel "Jobless" Rocha vai continuar sem receber grants da minha parte para o momento. Estou aguardando uma auditoria mais profunda nas contas desta instituição antes de investir.

Obrigado pelo toque, galera. E por que vocês não aproveitam o embalo e doam uma graninha também? :)

Segunda-feira, Maio 12, 2003

FAZENDO O BEM, VENDO A QUEM

Quero pagar uma promessa. É um compromisso que assumi de doar uma grana para uma instituição de caridade, há um tempo atrás. Os detalhes da promessa não cabem aqui. Estou afim de ajudar as pessoas para dar de volta algo que eu recebi do meu santo protetor, São José (pode não parecer, mas eu sou um cara razoavelmente católico). Até aí tudo bem, mas agora entramos num ponto crucial do dilema:

Quem ajudar?

Esta pergunta é mais difícil que parece. Primeiro, vamos aos problemas:

Instituições com Objetivos Questionáveis: ONGs contra o trabalho infantil ou contra a crueldade com animais - que apesar das excelentes intenções, podem estar criando uma emenda pior que o soneto.
Instituições Ligadas a Partidos Políticos de Esquerda Não preciso nem falar por que não quero dar dinheiro para essa galera.
Instituições Ligadas a Entidades Religiosas Não-Católicas Um problema menor, na minha visão, mas contraditório - uma vez que eu atribuo o que recebi à intervenção de São José, como doar para a concorrência? Não faz muito sentido. Prefiro evitar.

Colocadas as limitações acima, riscamos do mapa 80% das instituições de caridade do país. Opa, agora temos um problema. "Mas Bernardo, o que você QUER ajudar de verdade?" vocês perguntam.

Instituições que ajudem famílias, não necessariamente (ou apenas) crianças.
Instituições que trabalhem a longo prazo, naquele lance de ensinar a pescar ao invés de dar o peixe.
Instituições que dependam de doações para sobreviver, não necessariamente bancadas por grandes corporações.
Instituições com idoneidade comprovada, e não cabides de emprego travestidos de caridade.

Alguma sugestão? Eu não consigo pensar em nada. Até o momento estou realmente propenso a doar para o Instituto Ronald McDonald, que apesar de violar os preceitos 1 e 3 acima, cumpre os preceitos 2 e 4 com louvor. Estou em dúvida - afim de fazer uma coisa legal, e com medo de não exercer todo o potencial que eu posso agora. Então, volto a pergunta para vocês: quem ajudar?

"Pop music should be treated with the disrespect it deserves." - Bob Geldof

Update: "Bob Geldof should be treated with the disrespect it deserves." - Daniel Rocha

Sexta-feira, Maio 09, 2003



Rio, 4 de maio de 2003, 11 da manhã. Panorama do Aterro do Flamengo, visto do oitavo andar do Hotel Glória. Como estava falando hoje com o Hiro é um exemplo sem paralelo de urbanismo utópico, um vislumbre de uma cidade ideal tentando ser um microuniverso. Tem tudo ali - uma marina, um museu, um aeroporto, um parque, áreas de lazer, grandes prédios comerciais, uma base militar e a natureza exuberante.

É tão absolutamente perfeito que parece algo saído do Sim City, Le Corbusier Special Edition.

Atenção: A foto é grande, com uns 900k. O panorama foi montado toscamente no PhotoStitch da Canon, daí as distorções no meio da imagem. As fotos foram tiradas de duas janelas diferentes, posicionadas em um angulo de 90 graus uma da outra, isso foi um pouco demais para o pobre PhotoStitch.

Quarta-feira, Maio 07, 2003



Mohammed Saheed Al-Sahaf Consultoria Ltda.

Ter o Lula como presidente é um constante exercício de ficção. Mas nada de ficção leve, um Sidney Sheldon ou uma eventual Barbara Cartland. Estou falando de ficção da grossa, realismo fantástico, do nível de mestres como Murilo Rubião, Jorge Luís Borges ou quiçá Gabriel Garcia Marques. Tomem como exemplo o trecho abaixo, retirado de um discurso feito ontem na cerimônia de abertura da reunião da Frente Nacional de Prefeitos (whatever the fuck that's supposed to mean):

As reformas que eu estou me propondo a fazer poderiam ter sido feitas há vinte anos, há quinze anos, e por que não foram feitas? Nós tivemos Presidentes da República que chegaram a ter 450 Deputados no Congresso Nacional. O problema não é de maioria ou minoria, o problema é de compromisso histórico com este país, é fazer as reformas que precisam ser feitas. (...) Por eu, que tenho quatro anos de mandato, teria que me preocupar em colocar as reformas para serem feitas agora, se o Presidente Fernando Henrique Cardoso teve oito anos e não fez?
Sentiu? FHC teve oito anos para fazer as reformas e não fez. Então agora vem Super-Lula contra o baixo astral para resolver a parada. Agora - como que o cara consegue falar uma cascata deste tamanho sem piscar? Daí se descobre que fim levol Mohammed Al-Sahaf depois da queda do Iraque - enforcado o caralho, esse cara tá dando consultoria lá no Palácio do Planalto. [valeu Newtonfo pela dica]

Leia a íntegra do discurso aqui, no site da Radiobrás, seção "Presidente da República / Íntegras". Que, inclusive, é uma fonte humorística do nível de Monty Python ou das melhores temporadas de Saturday Night Live.

The Dante's Inferno Test has banished you to the Eigth Level of Hell - the Malebolge!
Here is how you matched up against all the levels:
LevelScore
Purgatory (Repenting Believers)Very Low
Level 1 - Limbo (Virtuous Non-Believers)Very Low
Level 2 (Lustful)Very High
Level 3 (Gluttonous)Very High
Level 4 (Prodigal and Avaricious)High
Level 5 (Wrathful and Gloomy)Moderate
Level 6 - The City of Dis (Heretics)Low
Level 7 (Violent)Very High
Level 8- the Malebolge (Fraudulent, Malicious, Panderers)Extreme
Level 9 - Cocytus (Treacherous)Very High

Take the Dante's Inferno Hell Test

Coisas que você preferia não saber: Manter o Beira-Mar preso em Presidente Prudente custa R$ 963 por mês ao Estado de São Paulo.

NPR : Audio Blogs: Online Diarists Sound Off NPR's Ari Shapiro reports on "audio blogs" -- online audio diaries that can make anyone's life a serial drama. New technology allows them to be updated via a simple phone call.

Terça-feira, Maio 06, 2003

Dois momentos do blog do Marcelo Eduardo:

- Disk grosserias, boa noite!
- Oi!
- Oi o caralho, seu filho da puta!
- Ahn?
- Vai se fuder, ô corno!

- Disk Grosserias, bom dia!
- Ahn? Quem tá falando?
- Vovó Mafalda, filho da puta!

MULHER: Se eu morresse você casava outra vez?
MARIDO: Claro que não!
MULHER: Não? Não por quê? Não gosta de estar casado??
MARIDO: Claro que gosto!
MULHER: Então porque é que não casava de novo?
MARIDO: Está bem, casava...
MULHER (com um olhar magoado): Casava?
MARIDO: Então?...
MULHER: E dormiria com ela na nossa cama?
MARIDO: Onde é que você queria que nós dormíssemos?
MULHER: E substituiria as minhas fotografias por fotografias dela?
MARIDO: É natural que sim...
MULHER: E ela iria usar o meu carro?
MARIDO: Não. Ela não dirige...
MULHER: (silêncio)
MARIDO: Merda.

Sexta-feira, Maio 02, 2003

Baghdad City Size Comparison Both maps below are 9 miles long and 9 miles across. If you are familiar with the size of this section of New York, this should help you visualize the size of Baghdad. This may be useful if you are trying to envision driving through, searching or invading Baghdad, but you've never actually been there.

Em tempo: Puta que pariu, Bagdá é beeem maior que eu imaginava.