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Sexta-feira, Outubro 31, 2003

And now, for something completetly different... a trannie.

Contestants in transsexual show to sue Sky The men claim they were tricked into kissing, cuddling and holding hands with the "woman", Miriam, and say it was only after three weeks of filming that they were told she was male. (...) While viewers know from the start that Miriam is a male-to-female transsexual, the contestants, who include a Royal Marine commando, a ski instructor and an ex-lifeguard, only discover the truth when Miriam picks the winner and then lifts up her skirt.

Não sei quanto a vocês, mas a foto da tal Miriam acima me trouxe à mente o diálogo final de Some Like It Hot:

Jerry: You don't understand, Osgood! Aaah... I'm a man!
Osgood: Well, nobody's perfect.

Puta que pariu, agora o mundo vai acabar. Depois do Roberto Marinho, o seu Olympio morreu. Por outro lado, os atuais donos da Cantina do Lucas respiram aliviados porque não vão mais precisar de pagar a multa de 40% do FGTS recolhido desde a década de sessenta pra mandá-lo embora. Dizem que o valor astronômico era o que mantinha esse velho comunista e exímio bebedor de cachaça (ninguém me contou, eu vi) na ativa. [via Ponto Flutuante]

Quinta-feira, Outubro 30, 2003

PENSANDO NA VIDA



The story so far: As coisas mudando de novo. Bons ventos no meio de uma puta tempestade. Por outro lado, sabia que tem gente que gosta de tempestades? Nós somos em poucos. Apreciar a tempestade é essencial para apreciar a bonança quando você está sailing off into the sunset. Bem-acompanhado, claro.

Se eu tivesse dinheiro, acho que eu brindaria esse momento com uma garrafa de Cristal. Quebrado como estou, tomo um chopinho no Cervantes once in a while. Estou completamente fodido e mal-pago mas ainda tenho a capacidade de me considerar one lucky bastard. Como pode ser? A revelatory manifestation of a divine being? Right on.

Quarta-feira, Outubro 29, 2003

Dois blogs fenomenais surgem no radar! Something Stupid de um certo Chico de Curitiba e Escrotório de Guilherme Lessa, conterrâneo de Belo Horizonte.

Sesquipedalian: A really cool word. It means long-winded, polysyllabic, or verbose. See, the word describes itself...isn't that neat?

Terça-feira, Outubro 28, 2003

Longhorn

Tô meio com preguiça de ler isso agora mas até agora é isso aí - o Longhorn (sistema operacional da Microsoft para substituir o WinXP em 2005 ou 2006) vai sair de fábrica com uma mark-up language de construção de interface (codinome XAML) nos moldes do XUL do Mozilla. Isso associado com um Windows Scripting Host reformulado e pessoas com paralisia cerebral também serão capazes de construir aplicativos Windows. Não que elas queiram, ou precisem disso, mas bem. You got the picture.

Vocês podem argumentar que com o Delphi e VB pessoas com paralisia cerebral já estão construindo aplicativos Windows há anos. Vocês até vão me citar exemplos de pessoas com vários tipos de deficiências psiquiátrico-neurológicas vivendo uma vida decente graças a essas linguagens de programação visual para Windows. Please, não é disso que eu estou falando. Deixa para lá.



Não perca a coleção 2004 da Despair, Inc. Uma pequena série de novos clássicos. Como o Achievement acima, perfeito para dar de presente para o seu CEO no dia seguinte do seu lay-off (perfeito também, claro, para disaffected college students). E o Success, que eu faço questão de comprar uma versão billboard para pendurar na sala do Ceió quando ele for meu CTO. Foi feito para ele (e também para disaffected college students).

Da para definir o nivel de escrotidao de uma pessoa simplesmente medindo a quantidade de "eu" e "nao" que ela fala.


Segunda-feira, Outubro 27, 2003

Lendo a entrevista do Duda Mendonça na Veja desta semana, chego a uma conclusão simples - se o ele fosse uma figura do governo FHC, a simples existência dele caracterizaria uma dos maiores escândalos e crises de credibilidade do governo, assim mesmo, pelo simples fato dele existir, ter um relacionamento tão promíscuo com o governo e ser, ainda por cima, um fornecedor que está do lado certo de uma cachoeira de R$ 1,5 bilhão por ano.

No governo Lula, por um motivo muito obscuro, é tudo normal. Sei.

A dança do poder! A idéia é roubada de um outro que fizeram com o GW Bush, mas é engraçadíssimo anyway.

Personas: Setting the Stage for Building Usable Information Sites With his best-selling book, The Inmates Are Running the Asylum, Alan Cooper has kindled a strong interest in personas among designers, programmers, and project managers alike. The author's leading interaction design firm has often used personas for developing consumer hardware and software products, but personas can be applied to information-intensive Web design projects, too. Um artigo que da uma visão completa sobre umas das melhores técnicas do user-centered design - a criação de personas.

Quarta-feira, Outubro 22, 2003

Terça-feira, Outubro 21, 2003

Schadenfreude pode ser moralmente questionável, mas é um dos sentimentos mais sublimes que o ser humano pode experimentar. Especialmente porque se existe uma coisa que eu gosto menos que o governo do Lula são as pessoas que colocaram ele lá.

Cansei. É radicalismo esquerdinha de um lado e blá-blá-blá de folder institucional da Monsanto do outro. Alguém ai pode me apontar para algum lugar onde eu posso ler a versão real-thing, bullshit zero da questão dos transgênicos? Afinal, se nem o presidente sabe qual opinião tem (bem, no caso dele isso é quase 100% do tempo), eu acho que tenho o direito de estar confuso também.

Segunda-feira, Outubro 20, 2003

Spam by Apple!


Eu já falei isso antes aqui, mas digo de novo - certas empresas, movimentos e idéias são revestidas de uma aura de santidade tal, apenas porque são underdogs subjugados por um mal maior. A estes pobre-coitados, tudo é permitido. Até mandar spam, como o screenshot acima não me deixa mentir. Ninguém reclama.

Sexta-feira, Outubro 17, 2003

Quarta-feira, Outubro 15, 2003



Everybody is doing it! Fernando Carolo entra na onda e dá a sua contribuição à série dos Vilões de Barba, Bigode e Cavanhaque, com ninguém menos que o tinhoso em pessoa. Cheque-mate! Mais episódios da série aqui, aqui e aqui.

Primeira Lei de Bernardo Carvalho do Branding em Software: Se seu produto é cliente-servidor e extremamente suscetível a variações de velocidade da rede, NUNCA, em qualquer circunstância, ponha sua logomarca na tela de espera do software, ali gigantesca logo acima do "Please wait...". A não ser que você queira que o usuário tome NOJO da sua marca.

Terça-feira, Outubro 14, 2003

CHOP-SUEY



Horário do almoço. Restaurante chinês. Dois colegas de trabalho tomando coca-cola, esperando pelo garçom. Eis que chega o garçom (chinês, aproximadamente 65 anos de idade).

Colega de Trabalho 1: Ô amigão, trás pra gente um yakisoba.
Colega de Trabalho 2: E outra coca-light.
Garçom: Yakisoba de vaca, frango ou porco?
Colega de Trabalho 1: Vaca.
Colega de Trabalho 2: Vaca, não dá para errar com vaca. Vamo pedir um chop-suey também?
Colega de Trabalho 1: (cantando) Truuuuuuuuuuuuuust in myyyyyyyyyyy self-righteous suiciiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiide
Garçom: (pisca várias vezes com olhar assustado)
Colega de Trabalho 2: É, a gente vai querer o chop-suey também.
Colega de Trabalho 1: (cantando) IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII cryyyyyyyyyyyyyy when angels deserve to dieeeeeeeeeeeeeeee
Garçom: (gaguejando, o que dificulta ainda mais seu português paupérrimo) V-v-v-v-v-ão querer arroz? Arroz colorido?
Colega de Trabalho 1: (cantando, head-banging, olhando para o garçom) Father! Father! Father! Father! Father into your hands, I commend my spirit
Colega de Trabalho 2: Arroz colorido, isso, pode trazer.
Colega de Trabalho 1: (cantando, faz o sinal universal do metal com as mãos "lml lml", as mesas começam a olhar) In your thoughts forsaaaaaaaaaken me, in your heart forsaaaaaaken, meeeeeeeeee oh
Garçom: (deixa a mesa o mais rápido possivel, quase derrubando tudo pelo caminho)
Colega de Trabalho 2: E não esquece a coca-light. Valeu?

Domingo, Outubro 12, 2003

(INCLUSÂO DIGITAL, GOVERNO ELETRONICO) != (SOFTWARE LIVRE)

IBM, Brazil pair up for Linux lambada IBM is teaming up with the government of Brazil to develop the country's expertise in open-source software such as Linux, the technology giant announced Friday. Big Blue signed a letter of intent with the South American country, stating a shared vision of developing technology that's based on open-source software and open standards, according to a statement released by IBM. Outra matéria, do Estadão, aqui.

Open source and standards para iniciativas de inclusão digital e governo eletrônico? Bom, mas como em tudo na vida, a palavra é moderação. Linux é uma estrela no backend, um desastre no desktop. Sim para o Linux nos datacenters, em embedded e thin clients (urnas eletrônicas, terminais de consulta). Não para o Linux nos desktops em escolas e repartições públicas - pessoas com pequeno conhecimento tecnológico confrontadas com as atuais interfaces gráficas disponíveis para o Linux é uma receita para tragédia.

Na seção "Opinião" da Exame dessa semana tem um artigo do Sérgio Amadeu da Slveira, presidente do Instituto de Tecnologia da Informação (ITI), ligado à Casa Civil da Presidência. Ele advoga por Linux nas 200.000 escolas públicas brasileiras, como uma maneira de economizar 200 milhões de dólares em licença de software. Para suportar seu argumento, cita uma infinidade de exemplos. Todos eles, surpresa surpresa, são aplicações de backend em Linux. Linux lá atrás, na salinha refrigerada, where it currently belongs. Mas para não ser desonesto - dois exemplos de Linux no front-end são citados.

O primeiro são os Telecentros da prefeitura de São Paulo, que de acordo com o site serão 107 unidades até o fim de 2003. Muito bem. Dá acesso livre aos computadores para a população carente, cursos de informática (as apostilas podem ser baixadas no site - GNU/Linux e Aplicativos Livres no nível iniciante / intermediário / avançado).

Por que eu fico desconfiado? Primeiro o negócio começa mal: de acordo com o site os Telecentros "tem como responsabilidades cuidar da comunicação mediada por computador entre a administração e a população. Controla o portal da cidade (...) e combate a exclusão digital, que impede a maior parte das pessoas de participar dos benefícios das novas tecnologias de informação. A luta pela disseminação do Software Livre é outra tarefa da cordenadoria(sic)." Então tá. A coodenadoria luta pela disseminação do Software Livre, sem avaliar, caso-a-caso, como toda a indústria faz, como deveria ser, o ROI (return over investment) e o TCO (total cost of ownership) do software livre frente às alternativas proprietárias. "A licença do software livre custa $0, então ele é mais barato no longo prazo e, portanto, melhor", reza o sofisma corrente. Só que a realidade não é bem por aí, porque o deployment, a produtividade, a eficiência, o preço do suporte e a confiabilidade a longo prazo também têm que entrar nessa conta. Por ser "de graça", o software livre tem uma vantagem enorme de saída, o que não quer dizer que ganha todas as corridas. E ao invés de analisar a performance caso-a-caso, a coordenadoria "luta pela disseminação do software livre", levantando uma bandeira que não é sua e lutando pela causa errada. Talvez conseguissem melhores resultados lutando pela eficiência do processo de inclusão digital, seja em plataformas livres ou proprietárias, o que for mais eficiente.

Outro problema - me chamem de bigot, ou de radical, ou sei lá, mas no atual estado das ferramentas Linux no desktop, ensinar um pobre-coitado a usar o Gnome e o Open-office para incluí-lo digitalmente ou quiçá atualizá-lo para o mercado de trabalho tem a mesma eficiência que ensinar um seringueiro a usar um contador geiger. Ele vai aprender, sim. O que ele vai fazer com aquilo fora do ambiente de aprendizado é que são elas. Em algum momento achou-se que o Linux seria inserido a fórceps no mercado, debaixo para cima. Sorry queridos, mas na indústria da informática as coisas não acontecem assim. A iniciativa do governo vira o jogo, mas não garante que o software livre se espalhe para a adoção em massa.

O segundo exemplo de Linux no front-end entre os vários citados por Sérgio Amadeu da Slveira é a iniciativa da Prefeitura de Munique de substituir toda sua plataforma Microsoft por Linux, totalizando umas 14000 máquinas, entre desktops e servidores. Houve um grande rebuliço na comunidade open-source - a Microsoft tomava um arranhão sangrento na carapaça. A realidade, porém, não é tão bonita assim.

Fun Fact About Those Linux PCs in Munich
(...) Remember that story about the city of Munich choosing Linux to power 14,000 desktop computers? One aspect of this story that most people don't know about is that up to 80 percent of those Linux desktops will be equipped with VMWare, a virtual machine emulator, under which they will run Windows and Windows applications. That's right, folks: The majority of those "Linux desktops" will be used to run … Windows. I'm not a big fan of Gartner, but they've issued a report, correctly titled, "Munich's Choice Doesn't Prove Linux OK for General Desktop Use," that raises some interesting issues. First, many of the Windows desktops they're migrated are very old Windows versions like Windows 3.1, making the switch to Linux less painful (it would be equally painful to switch to XP). Gartner says the cost of switching to Linux will cost 30 million Euros, or 3 million Euros more than it would cost to switch to XP, not including any steep discounts Microsoft would have no doubt provided. And finally, because most of the Linux machines will use VMWare to run Windows anyway, Linux is really being used as a hosting environment, and not as a replacement. In other words, this isn't exactly a good business case on which other companies can base a decision to migrate to Windows desktops. And, not coincidentally, that's why we're not reading about a lot of other high-profile Linux switchers.
Resumindo - a experiência da Prefeitura de Munique revelou-se um verdadeiro boi de piranha do switch para o software livre, se alguém por aí estiver disposto a prestar atenção: custou mais caro, no fim das contas 80% das máquinas estarão rodando Windows do mesmo jeito (porque sinceramente não adianta trocar seu sistema operacional para Linux - as aplicações desktop simplesmente não estão disponíveis) e pior - sem ninguém para reclamar quando as coisas derem errado.

Não me entendam mal - adoro Linux e open-source. Uso, desenvolvo e vendo essa plataforma constantemente desde 1996. Mas sempre, sempre, sempre, no backend. Toda santa vez que tentei dar uma chance para o Linux do desktop, alguma coisa explodiu na minha cara, e as aberrações e torturas de user experience que interfaces gráficas como KDE e GNOME impõem ao usuário são cenários aterradores.

Linux no desktop, hoje? Só na para meu pior inimigo... e sem direito a VMWare, baby. Quem sabe daqui a uns 5 anos?

Sexta-feira, Outubro 10, 2003

Tá chegando: NaNoWriMo - National Novel Writing Month. Escrever um romance em novembro em um burst só, sem se preocupar com estilo ou consistência ou essas coisas de viado. Get the fucking thing out of your head, don't get it right, get ir written. O objetivo: 50.000 palavras (aproximadamente 175 páginas) à meia-noite de 30 de novembro. Já tentei antes, não consegui. Esse ano tento de novo, wish me luck.

Terça-feira, Outubro 07, 2003

Mailinator is a new kind of mail service. The biggest difference is that you don't need to sign up. Any email name you can think of already exists at mailinator.com. Want goofy@mailinator.com? You got it. Want to be superguy? Happyjoe? fredinpants? No problem. They all already exist just waiting for you to check your mail. Para quando você precisa de um endereço de e-mail rápido.

Sexta-feira, Outubro 03, 2003

"You see, wire telegraph is a kind of a very, very long cat. You pull his tail in New York and his head is meowing in Los Angeles. Do you understand this? And radio operates exactly the same way: you send signals here, they receive them there. The only difference is that there is no cat." -- Albert Einstein tentando explicar o funcionamento da comunicação sem fio.

Acaba de ser decidido em petit comité: Green Onions é a melhor música pop do século XX. Says who? Eu. Ai de quem discordar.