GAAAAAAAAAAAAAAALO!
Eu falo pouco sobre futebol, e a última vez que eu falei o assunto foi de teor semelhante: a minha peculiar relação com o nobre esporte bretão, mais especificamente com os dois times da capital mineira.
Para quem não acompanhou, resumo da ópera: tive a felicidade de ter nascido em uma família cruzeirense, e me tornei, por consequência, cruzeirense. Foi por osmose, confesso - não mexi nem o mindinho no esforço de me tornar um membro da nação azul-celeste.
Porém, à medida em que o tempo passou, o meu interesse pelo Cruzeiro e suas vitórias foi diminuindo espetacularmente. Logo eu descobri que não adianta sofrer ou me preocupar com um bando de analfabetos chutando uma bola, e me desliguei por completo do futebol, exceto em época de copa. Só uma coisa sobrou: um ódio figadal ao Atlético Mineiro.
Já manifestei esse meu sentimento de nojo e repulsa pelo Galo aqui antes. Mas exemplifico de novo: para mim, o Atlético Mineiro é a representação de tudo que é ruim, podre e detestável no mundo. Se o Osama Bin Laden se ligasse em futebol brasileiro, aposto que ele torceria para o Galo.
Mas para você ver como as coisas são sórdidas - meu irmão, que amo do fundo do meu coração, que é um dos caras mais do caralho que eu conheço, que nasceu na mesma família cruzeirense que eu, se tornou atleticano. Foi seduzido por breves momentos de glória do Atlético no Campeonato Mineiro (A.K.A. "Ruralito"), momentos conduzidos pelos habilidosos pés do Rei Reinaldo (que é hoje um dos pilares da comunidade de cheiradores de cocaína de Belo Horizonte, uma lenda viva não só nos campos, mas também no consumo de pó).
Porém hoje, 27 de novembro de 2005, meu irmão deve estar escondido em casa, sem atender o telefone e fingindo que nunca gostou de futebol. Não adianta, my brother: eu me lembro claramente de episódios da minha infância, como acordar assustado porque você acabou de arremessar um radinho de pilha na parede do quarto que compartilhávamos no apartamento da Senador Pompeu, tomado de fúria porque o Atlético, de novo, estava morrendo na praia nos estertores finais de um Brasileirão de 81, 82, 83, ou sabe Deus quando.
Tudo que tenho a dizer é - meu querido irmão, você vai sentir saudades da época em que o Galo tinha alguma chance na "elite" (termo aplicado com muita liberdade) do futebol brasileiro.
Porque hoje acabo de receber a melhor das notícias, cujo desenrolar já estou acompanhando ansiosamente há semanas, como se a vida, liberdade e o american way of life dependessem disso: num empate com o Vasco, o Atlético foi lindamente sepultado na segunda divisão. O tipo de alegria que isso me causa é difícil de descrever. É mais que o Brasil ganhar uma Copa do Mundo. É mais que o Cruzeiro ganhando um mundial em Tóquio. É mais que as duas coisas juntas. Isso é uma coisa que espero ansiosamente desde o começo da lenta e decidida decadência do Atlético Mineiro na década de 90. Junto com a crise de corrupção no Governo Lula e a completa destruição do PT, eu posso dizer com toda a convicção, desde já - 2005 foi um bom ano.
Gostaria que vocês estivessem aqui, comigo, compartilhando desta alegria. Me despeço, portanto, um gostinho com um dos melhores parágrafos que ja li na imprensa esportiva nos últimos anos, um trecho que me trouxe aquele warm fuzzy feeling inside e que mostra a figurinha ridícula a que foi reduzido o torcedor do Atlético Mineiro depois de anos de abuso por um time que só fez se foder desde noventa e poucos:
No final da partida, demonstrando amor pelo clube e reconhecimento ao esforço dos jogadores, a torcida atleticana promoveu um momento inusitado e emocionante. Apesar da equipe ter sido rebaixada, os torcedores aplautiram o time de pé e cantaram o hino do Atlético-MG.Poesia pura. Obrigado, meu Deus, eu não mereço.
O Tempero do PT
(A coisa mais engraçada que eu vi essa semana. Por outro lado, se alguém tem coragem de sair na rua com este adesivo, significa que eu não estou fazendo meu trabalho direito)
Tem coisa pra caralho acontecendo agora, mal estou lendo blogs, que dirá ter tempo para postar no meu. Mas para não perder o costume vamos falar mal do Lula (ou President Squid, como meu chefe finlandês o chama, após semanas lendo notícias sobre ele com a ajuda do Google Translate).
O assunto é so last week mas eu estava pensando com os meus botões sobre o affair Lula - Dilma - Palocci (o Paloção, como diz a galera de Goiás, para não confundir com o Palocinho). Alguém está entendendo a dancinha que o Lula está fazendo? Apoiando o Palocci nos bastidores e a Dilma em público, enquanto os dois se mordem para deleite geral da nação.
Eu tava achando que era só mais uma mostra da estupidez do nosso digníssimo Idiota-in-Chief, mas estava enganado - é um misto de estupidez com irresponsabilidade e com pitadas de malcaratismo. O típico tempero do PT.
O que está acontecendo é simples: como as últimas pesquisas comprovam, a popularidade do bobo alegre continua caindo e, pela primeira vez, apareceu uma pesquisa onde ele toma um toco do Serra no segundo turno. Só que, óbvio, o Lula já está ouvindo esse galo cantar já tem uns seis meses, e ele e a curriola sabem que só tem dois jeitos de evitar o desastre eleitoral.
A primeira maneira é o abafa. Abafa tudo, faz o que tem que fazer, mas não deixa a crise se arrastar para 2006 em hipótese alguma. É líquido e certo - se essa crise chegar até o carnaval ela ganha fôlego até a eleição (e olha que tem Copa do Mundo no meio, que eu acho que o Brasil vai perder, mas isso é assunto para outro post). Essa opção está ficando clara que não vai rolar. O PT é muito incompetente politicamente para abafar qualquer coisa, mesmo com a mãozinha amiga que a oposição está dando. Esse fogo lento vai entrar ano que vem, e ainda teremos muitas novidades pela frente.
A segunda opção é a maravilhosa maquininha de fazer dinheiro, que hoje está sob os cuidados do Dr. Palófi. Se o governo entrar na gastança agora, jogando dinheiro para tudo que é lado e distribuindo obras e verbas eleitoreiras em todos os rincões deste país, a campanha Lula 2006 sai do blá-blá-blá de Lulinha em cerimônia aqui e cerimônia ali para virar serious business - money talks, bullshit walks. Isso, aliado a uma campanha talhada para o Zé Povo mostrando o "milagre Lula", e uma política econômica de "atacar de mutueira e defender de bololô" para segurar a inflação até a eleição, é tiro e queda. Os (e)leitores paulistanos que acompanharam a campanha da Marta vão se lembrar muito bem desta estratégia. Ao contrário da campanha da capital paulista, desta vez pode ser que funcione.
Mas só tem uma coisa entre Lula e o plano B: o Paloção. Não me leve a mal - eu não acho que o Palocci é o estandarte da retidão moral e que seja contra tudo que cheire a sacanagem eleitoral, mas o cara tem uma certa reputação a manter, e não é tão cara de pau assim. Ao contrário do Lula e todo o resto da curriola, o Palocci representa alguma coisa, e tem uma certa coerência no que defende (mesmo que lá no fundinho do seu coração de esquerdinha não acredite muito nisso, mas enfim).
E para resolver o problema, o que o Lula faz? Solta os cachorros no Palocci, mais especificamente a buldogue Dilma. E fica curtindo o show com aquela cara de "eu não tenho porra nenhuma a ver com isso", enquanto a Casa Civil e a Fazenda saem na mão. O resultado? O Palocci pode eventualmente afrouxar o cinto, pondo a máquina de fazer dinheiro pra funcionar, ou pode simplesmente se cansar e mandar todo mundo pra puta que pariu, metendo a viola no saco e deixando os macacos para tomar conta do bananal. E quando isso acontecer, o Lulão pode dizer, com a cara mais lavada do mundo, que foi culpa da Dilma.
É o tempero do PT, em ação. Até quando, Brasil? Até quando?
Primavera dos Livros 2005
Freddy Bilyk convida. A Barracuda, nossa editora preferida, estará presente, of course:
Por falar em Freddy Bilyk, você viu a capa da Veja desta semana? Você ouviu antes, mas MUITO antes, no 168 horas.
Para Não Perder o Costume
Da Folha de São Paulo:
Lula viu pirata de "2 Filhos de Francisco"Preguiça de comentar. Talk amongst yourselves.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assistiu a "2 Filhos de Francisco", indicado do Brasil para concorrer a uma vaga no Oscar, em cópia pirata de DVD. A constatação é da Sony Pictures, distribuidora do filme sobre Zezé Di Camargo e Luciano.
A sessão teria ocorrido no "aerolula", o avião presidencial, em viagem da comitiva brasileira a Moscou, em outubro. O DVD original só chegará às lojas em 7 de dezembro, mas a Sony calcula que pelo menos 500 mil piratas já tenham sido vendidos, recorde no país.
10 Coisas Que Você Não Sabe Sobre Mariana Ximenes
10. Seu nome de nascença é Waldemar Ximenes.
9. Ela consegue cantar o Hino Nacional completo, em um só arroto, ida ("Ouviram do Ipiranga...") e volta ("Deitado eternamente...").
8. Ela já passou por uma sessão de exorcismo conduzida por ninguém menos que Dom Eugênio Salles. Não deu certo.
7. Ela já teve um caso grave de intoxicação alimentar após ingerir 1,8 kilo de foie gras em uma aposta.
6. Uma das gavetas de seu armário é dedicada a armazenar vasilhames de maionese Hellmann's contendo todas as unhas que ela cortou desde 17 de agosto de 1989.
5. Ela tem dois sonhos na vida. O primeiro é ganhar um Oscar. O segundo é vender a estatueta e tomar um banho numa banheira de cocaína com o dinheiro.
4. Sua carreira de atriz começou por acidente, mas acidente de verdade. Foi tão por acidente que ela acha que tudo aquilo é real. A parte onde ela atua, no entanto, é na vida real. Os roteiros das novelas em que ela participa são escritos ao redor das fantasias que a equipe consegue criar em sua cabeça.
3. Por falar em confundir realidade com ficção, ela acha até hoje que o 11 de Setembro foi uma campanha promocional de um filme qualquer do Jerry Bruckheimer.
2. Toda a crise do Governo Lula? Tudo culpa dela.
E a primeira coisa que você não sabia sobre Mariana Ximenes...
1. Duas palavras: Mamilo extra!
Fragilidade
Do artigo The Suicide Bombers Among Us de Theodore Dalrymple:
The French-Iranian researcher Farhad Khosrokhavar, who interviewed 15 French Muslim prisoners convicted of planning terrorist acts, relates in his book, Suicide Bombers: Allah?s New Martyrs, how some of his interviewees had been converted to the terrorist outlook by a single insulting remark?for example, when one of their sisters was called a ?dirty Arab? when she explained how she couldn?t leave home on her own as other girls could. Such is the fragility of the modern ego?not of Muslims alone, but of countless people brought up in our modern culture of ineffable self-importance, in which an insult is understood not as an inevitable human annoyance, but as a wound that outweighs all the rest of one?s experience.Tio Nelson me mandou ler, eu li.
Para os Nacionalistas de Plantão
Só para comentar como a banda toca de outro jeito acima do equador: vocês repararam que o Zé Dirceu do Bush tá correndo um sério risco de passar uma temporada na cadeia porque *mentiu*? Pois é. O cara mentiu, corre o risco de ir pra cadeia. Lembra da Martha Stewart. Seis meses de cana.
Vou me abster de comentar as óbvias diferenças aqui no Brasil varonil.
Musical Notes
What can I get for ten dollar?
Everything you want!
Yeah, what can I get for ten dollar?
Anything you want!
And what can I get for ten dollar?
Everything you want!
What can I get for ten dollar?
Anything you want!
Essa moça comanda o batatal. Alguém foi no show dela no Tim Festival? Compartilhe a experiência nos comments.
Matisyahu é o Hasidic Reaggae Superstar. Parece piada, mas é pretty good, recomendo. Os arranjos são reaggae básico, sem surpresas. Mas o vocal e as letras têm muita personalidade.
Reelin' him in
Where ya been
Where ya been
Where ya been for so long
It's hard to stay strong been livin' in galus for 2000 years strong
Where ya been for so long
Been livin in this exhile for too long
MySpace.com
A verdade é: os brasileiros ganharam a guerra do Orkut. Em um ato surpreendente, tomaram o site de assalto e ocuparam todas as posições estratégicas até que expulsaram todo mundo. Os americanos capitularam. Os últimos posts em comunidades qe tem só americanos são de abril deste ano. Só restaram os iranianos, que ainda estão lá, mas escondidos.
Para onde foram os americanos? MySpace.com. Já há uns três meses que só leio nas publicações e blogs e conferências americanas sobre como o MySpace.com está bombando. O curioso é como eu não conheço ninguém que usa e ninguém me convidou para entrar. O que não foi o caso com os pós-Orkut como Multiply, Gazzag e sei lá o que.
A verdade? Neguinho se tocou. Brasileiro numa online community é que nem gripe do frango, um vírus assassino. Basta entrar um e fudeu.
Aposto que, para inibir a entrada de indesejáveis, no MySpace.com quem convida um brasileiro tem sua conta automaticamente cancelada. É a versão online dos Minutemen que ficam no deserto do Arizona atirando em mexicanos.
O pior é que não posso dizer que eles estão errados. Nós somos o câncer da internet.