Blogroll: Xblog | Scripting News | Metafilter | Gizmodo | Fleshbot | Evhead | Nick Denton | Kottke | Megnut | Girls are Pretty | Ponto Flutuante | Amarar | Polzonoff | Chapa Quente | Rafa | Feira Moderna | Newtonfo! | Telescópica | Terceira Base | Márcio Tristão | Mango Chutney | Something Stupid | Canjicas | Adamastor | 5vs1 | FDR | Na Cara do Gol | Epinion | Alexandre Soares Silva | Tales of a Gringo | Enfant | Baxt | 168 Horas | Referente



Google
Web
Rawsocket.org
  


Quarta-feira, Abril 12, 2006

The Power of Hindsight

Vamos, à luz dos acontecimentos recentes, ler esta matéria de um ano atrás. É um exercício interessantíssimo:

As escolhas do BNDES
Banco financia metrô de Caracas e engaveta projeto de São Paulo. Faz sentido?
Por Elaine Cotta
02/03/2005

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com R$ 60 bilhões em caixa, é o maior banco de fomento do País. Serve para financiar projetos de investimento das empresas e grandes obras de infra-estrutura. Seu novo presidente, o economista Guido Mantega, recentemente tomou duas decisões. A primeira foi liberar US$ 107 milhões para as obras do metrô de Caracas, na Venezuela de Hugo Chávez. A segunda foi engavetar um pedido de empréstimo, de US$ 150 milhões, feito pelo governador paulista Geraldo Alckmin para uma nova linha do metrô de São Paulo. “Isso não faz sentido algum”, disse Alckmin, indignado. “Já estava tudo certo, o ex-presidente Carlos Lessa iria liberar o empréstimo, mas agora estamos sendo enrolados pela nova direção do banco”. Mantega tenta se justificar alegando que um empréstimo para o Estado de São Paulo comprometeria as metas de superávit acertadas com o Fundo Monetário Internacional. “Isso seria ruim para as contas do País”, disse. O problema é que o mesmo BNDES, um ano atrás, emprestou R$ 490 milhões para a Prefeitura de São Paulo, quando o cargo era ocupado pela petista Marta Suplicy. O dinheiro foi usado em corredores de ônibus e nos túneis feitos às vésperas da eleição municipal.

Há ainda um outro dado em favor do governo estadual. São Paulo irá transferir, neste ano, R$ 320 milhões em impostos para os cofres do BNDES. Além disso, o Estado ajustou suas contas e tem superávit há nove anos – a Prefeitura, ao contrário, não cumpriu a Lei de Responsabilidade Fiscal no ano passado. “O Estado de São Paulo tem as finanças mais organizadas do País e não pode ser discriminado pelo governo federal”, avalia o economista Raul Velloso. “O BNDES deu um mau exemplo”. Além disso, São Paulo, com 10 milhões de habitantes, é uma das cidades com a pior rede de transporte público da América Latina. Tem 57,6 quilômetros de metrô – Caracas, com 3,2 milhões de pessoas, já tem 42,7 quilômetros. A Cidade do México, por sua vez, já possui uma rede de 201 quilômetros de extensão. Não é por outro motivo que, a cada dia, são registrados mais de 120 quilômetros de engarrafamentos nas ruas da capital paulista.

Com a decisão de negar o empréstimo a São Paulo, a direção do BNDES passou a imagem de que agiu movida por interesses políticos. Isso porque Alckmin é o mais provável candidato do PSDB às eleições de 2006, em que o presidente Lula tentará sua reeleição. Até lá, graças a Mantega, é provável que a cidade continue parada e sem as novas linhas do metrô.
Você não achou engraçado? Pois é, eu também não.

Sábado, Abril 08, 2006

Três coisas que você deve fazer quando for a Las Vegas

1) Assistir ao show do Penn & Teller no Rio.



É Vegas with a twist. Se você gosta dos caras, é obrigatório. Se não gosta ou não conhece, mais ainda. Para o seu viewing pleasure, duas fotos de um momento meio tiete: Teller assinando autógrafos e eu com o Penn, numa foto completamente cagada. A câmera do meu 9500 também não é lá essas coisas, e nem o sujeito que se voluntariou para tirar a foto.

O show é do caralho. Como mágicos eles são nota 5, mas o negócio não gira em torno da mágica, mas sim do mis-en-scene que eles criam e do texto do show, que é muito bom. O conteúdo é ácido, os dois são associados constantemente com ceticismo, materialismo e uma moral mais libertária, e enquanto o show passa longe de ser politizado, bem, a idéia é que você enxergue o mundo pela ótica deles por 90 minutos. Excelente e com certeza bem melhor que o seu average Vegas show.

2) Ir à Las Vegas Gun Store e shoot some real motherfucking guns.

Quando eu pus os pés na Gun Store, eu só consegui pensar em uma coisa: "God bless America". Lembra aquela cena do Matrix 1? "Guns. Lots of guns." Pois é. É tipo aquilo só que de verdade. Eu fiquei meio emocionado e até esqueci de fotografar a experiência. Mas tirei estas duas fotinhas: 1, 2. A primeira imagem é o china gente fina que foi nosso "instrutor". Por instrutor entenda-se o cara que carrega a arma e leva para o stand de tiro e basicamente fica de olho em você para evitar que você mate a clientela. O cocoruto que vocês podem ver na foto é do Michael, que trabalha comigo, que está assinando um termo de responsabilidade atestando basicamente que você não possui nenhuma doença mental ou ficha na polícia. A segunda foto é uma pequena parte do arsenal que eles tem disponível for your shooting enjoyment.

Quanto custa? Varia de acordo com a munição. As munições mais caras são por volta de 1 dólar por tiro, as mais baratas caem para um pouco mais de 50 cents. Este que vos fala atirou primeiro com a clássica AK-47 - barulhenta como o inferno, kicks like a motherfucking mule, fuma como um dragão, mas estou aqui me contendo para não voltar lá e gastar 100 dólares atirando de novo. Depois atirei com a escolha número um dos esquatrões de contra-terrorismo: a HK MP5, com a qual eu dei 100 tiros e foi lindo. O Michael, que estava comigo, atirou com a M-16, que é uma arma de moça comparada com a AK (menos recuo e bem menos barulho) e com a Uzi, que é uma submetralhadora de homem comparada com a MP5. Mas nada mais divertido do que assistir um sujeito dando rajadas de Uzi em um alvo de papel com a imagem de um terrorista e gritando "mazel tov!" em intervalos regulares.

3) Don't Gamble

A não ser que você tenha experiência nessa porra e mesmo assim é discutivel. Guarde seu dinheiro para coisas mais produtivas e divertidas, como as atividades supracitadas. Como disse o motorista do táxi que eu peguei assim que eu cheguei "they didn't build these huge casinos by giving money to winners".

No mais, Vegas é do caralho. Deixo vocês com the King of Rock and Roll. Elvis, leaving the building and waiting for his ride. Estava indo embora da CTIA, último dia da feira, moído de cansado, e eis que vejo essa cena - o rei falando alegremente ao celular. Viva Las Vegas!

Segunda-feira, Abril 03, 2006

Me expliquem por favor

Bem devagar, porque eu sei que é dificil e a cabeça dói e tá sol lá fora.

  1. A Petrobrás é o orgulho do Brasil varonil. A epítome massa dos emprendimentos que esta grande nação consegue executar e das riquezas que existem nesse solo. A mocidade ao sol, a pátria já desperta, etc. etc.
  2. Sendo assim, a Petrobrás é também o orgulho, e um dos maiores redutos, da esquerda sindicalista raivosa brasileira. Essa mesma corja que chegou junto com o bobo-alegre ao poder.
  3. Já falou-se bastante, quando da eleição do índio lá na Bolívia, que a Petrobrás era a maior empresa da Bolívia, e xuxou mais dinheiro no país do que qualquer empresa na história daquele rincão esquecido por Deus.
  4. Só que lá a Petrobras não é um orgulho socialista, mas sim uma ferramenta do imperialismo que mantém os bolivianos naufragados na miséria. Tanto que o Evo Morales prometeu que ia acabar com a farra e acabou mesmo.
  5. Agora me explica, você brasileiro de esquerda, que celebrou a vitória de Evo Morales como um gol do Brasil, e que acredita que essa vermelhização da América Latina é uma coisa boa: como é que ficamos agora? A Petrobrás é boa ou é má? O Evo Morales tem ou não tem direito em meter a mão no que é nosso?
Responde, mas rápido porque eu estou com preguiça de pensar.